Maringá, 15 de Dezembro de 2018








Dieta na Gravidez

O ganho de peso durante a gestação é fato, e inevitável. Mas como administrar este ganho, de forma saudável para a mãe e o bebê?

Devemos sempre levar em consideração o peso em que a mulher se encontra, antes ou quando ficou sabendo da gravidez, este dado irá determinar quanto ela deverá aumentar em kg, durante as 40 semanas, sem que haja prejuízo para a mãe e o bebê.

É importante lembrar, que o pouco ganho de peso, é tão prejudicial quanto o seu aumento excessivo, cada mulher é um indivíduo "único", portanto não generalize, as suas necessidades são diferentes de outras grávidas.

Confira abaixo algumas dicas de nutrição para Gestantes:

Dieta na Gravidez

Com a gravidez em evidência, alguns cuidados são fundamentais para garantir a saúde do bebê.

Com uma nutrição saudável e equilibrada você garante um bom desenvolvimento de seu bebê, e uma gestação melhor para você.

Quais são as preocupações das futuras mamães, principalmente as de primeira viagem, sobre os riscos desse período tão especial em suas vidas? Qual a importância, tanto para a mãe quanto para o bebê, de uma alimentação de qualidade? O que consumir para que todas as necessidades alimentares sejam atendidas? Quais são as quantidades adequadas? Quais alimentos devem ser evitados?

Constantemente diversos mitos relacionados a alimentação durante a gravidez são abordados na mídia, porém é preciso cautela para escolher a dieta correta e não prejudicar o desenvolvimento do feto. Segundo Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), uma boa alimentação durante a gestação previne a mãe de patologias que podem aparecer em longo prazo. Cientificamente sabe-se que muitas doenças crônico-degenerativas se iniciam no interior do útero. O termo médico chamado programming mostra evidências clínicas da desnutrição ou da superalimentação durante o período gestacional, gerando doenças no adulto.

Adicionando Energia à Sua Dieta

Encontrar o requerimento energético ideal é difícil, porque ele está correlacionado com o peso da mulher antes da gravidez, o ganho de peso, período da gestação e a atividade física. De acordo com as Quotas Dietéticas Recomendadas (RDAs) é necessário um adicional de 300Kcal no período da gestação, em especial no segundo e terceiro trimestre.

Adicionando Proteínas à Sua Dieta

Ocorre a necessidade de um adicional proteíco para suportar a síntese de tecidos maternal e fetal. É importante compreender que é importante adequar a alimentação em relação a energia e proteína. O crescimento é um processo complexo que requer mais do que um fornecimento adequado de proteínas e energia. Para garantirmos uma gestação saudável, ocorre a necessidade de uma ingestão de vitaminas e minerais dietéticos e/ou suplementados.

Adicionando Vitaminas e Minerais à Sua Dieta

Todos as vitaminas e minerais são de suma importância. Na gestação, podemos dar maior ênfase ao acido fólico, acido ascórbico, vitaminas B6, A, D, E, K, cálcio, fósforo, ferro, zinco, cobre, sódio, magnésio, flúor e iodo. Para suprir as nossas necessidades é extremamente importante uma alimentação diversificada incluindo cereais, produtos integrais, oleaginosas, frutas, legumes, verduras, laticínios e carnes nas quantidades recomendadas.

Os minerais e as vitaminas possuem funções específicas que garantem a saúde da mãe e o perfeito desenvolvimento fetal. É fundamental que a "futura mamãe" tenha hábitos alimentares saudáveis e "escolha" os alimentos corretamente garantindo a ingestão de todos os nutrientes necessários.

A Dieta da Mãe que Amamenta

O mesmo podemos dizer para as mães que amamentam, pois durante este período há um aumento das necessidades energéticas em função do grande gasto calórico para a produção do leite.

A mãe que está amamentando não pode esquecer-se de ingerir líquidos em grandes quantidades, principalmente água (pelo menos um litro por dia), chás e sucos. O baixo consumo de líquido pode levar a uma diminuição da produção de leite

Cuidados Necessários para as Mães que Amamentam

Evitar grandes quantidades de café, chá preto, chocolate, alimentos com corante, alimentos light e adoçantes;

Não exagerar em temperos de odor forte, como o alho;

Não fumar nem fazer uso de bebidas alcoólicas;

Procurar comer peixe duas a três vezes na semana;

Não tomar medicamentos sem orientação médica, pois algumas drogas podem ser transmitidas para o leite.

É fundamental que essas fases "especiais" sejam muito bem programadas e orientadas por profissionais competentes para garantir uma boa saúde pessoal e dos bebês.

Como deve ser o cardápio para Gestantes?

Muita atenção deve ser dada ao se elaborar uma orientação nutricional para uma gestante. O consumo de alimentos deve ser adequado para atingir as necessidades nutricionais da mãe e do feto.

O planejamento das refeições deve suprir o fornecimento adicional de nutrientes para suportar as exigências metabólicas da gravidez e ganho de peso. A necessidade energética diária é individualizada variando de acordo com o peso pré-gravidez e estágio da gestação.

Adicionando Calorias, Vitaminas e Minerais à Sua Dieta

O consumo de calorias, vitaminas e minerais deve ser maior entre as mulheres grávidas. Para que o peso não ultrapasse a normalidade, o acréscimo de energia deve ser de apenas 300 Kcal diárias (na média), o que corresponde a dois copos de leite desnatado. O Dr. Durval orienta que durante a gestação é preciso encontrar um equilíbrio. Alimentos que são fontes de açúcar, bem como óleos e gorduras, devem ser ingeridos moderadamente. O excesso de sal e de alimentos indigestos como pepino, pimentão, melancia, pimenta, entre outros, devem ser evitados. Café e bebidas alcoólicas também não devem ser consumidas.

Para que esse aumento de calorias seja atingido, a gestante deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de frutas, legumes e verduras, de acordo com o presidente da ABRAN. Um jejum prolongado favorece a formação de corpos cetônicos, as substâncias químicas produzidas pela decomposição das gorduras, quando constituem o único substrato energético da gestante e que pode causar efeitos deletério para o feto.

No período de formação do bebê, o corpo da mãe utiliza uma parte de líquidos e energia oriundos da alimentação que ajudam no crescimento e na manutenção dos artifícios que protegem o feto, como a placenta e o líquido amniótico. A outra parte da energia fica retida em forma de gordura, localizando-se no abdômen, costas e coxas, sendo utilizada no decorrer da gravidez e do aleitamento. Porém, caso haja um exagero no consumo de calorias, a energia ficará armazenada como gordura localizada.

 

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